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Milho verde e moralidade

08 de junho de 2026, às 14:25

Jornalista Jairo Eduardo reflete sobre a normalização do furto de milho em milharais e como isso se relaciona com a cultura e a moralidade.

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Milho verde e moralidade
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Jairo Eduardo

Editor — Pitaco do Pitoco · 08 de junho de 2026, às 14:25

7h37 agora, bom dia. Os pitacos do Pitoco, com o jornalista Jairo Eduardo.

Jairo Eduardo, segunda-feira, seja bem-vindo, bom dia. Olá, bom dia, bom dia a nossos ouvintes, boa semana pra todos nós. Já saiu a previsão do tempo aí, Jálio? Pois é, já saiu. É? E o que que o que que podemos esperar pra essa Então, essa segunda-feira, né, não há previsão de chuva, né? Então continua daquele jeito, mas na parte da manhã as temperaturas vão ficando um pouco amenas, mais baixas, né? Com aquele friozinho, né? Mas durante a semana aí vamos continuar acompanhando. Mas pra hoje, segunda-feira, não há previsão de chuva aqui pra capital oeste do Paraná. Pois é, eu aproveitei esse fim de semana ensolarado aí do feriadinho no mês, né? Pra dar uns rolê aleatório por aí. na verdade toda semana eu levo a minha mamãe Toneirene, já com seus 80 e poucos anos pra dar uma voltinha por aí ela gosta de olhar as roças agora estamos no tempo dos milharais pois é e aí em uma dessas ocasiões a gente percebeu um rapaz com uma moto e uma mochila nas costas carregando a mochilinha com um milho o milho do agricultor que plantou e aí assim, muito longe de... todos nós já fizemos alguma, principalmente na infância alguma molecagem nesse sentido mas longe de passar a lição de moral em ninguém e tal somos todos imperfeitos mas é incrível como a nossa cultura naturaliza esse tipo de atitude não é incomum o cara ir lá no milharal do seu João, da dona Maria e tal, encher a sua mochila com o milho verde levar numa boa pra casa aí ele coloca ali pra cozinhar o milho verde senta no sofá vai pra rede social e detona nos coment os pol n Seus ladr s corruptos ladr É impressionante como a gente não tem um entendimento mais global de que olhar para um milharal e dizer Ah, eu vou pegar aqui uma meia dúzia porque não vai fazer falta É uma, digamos assim, uma leitura é uma leitura que vem de uma cultura do jeitinho do deixa pra lá porque não é uma questão de saber se meia dúzia de espigas ou dez espigas de milho irão fazer falta pra um fazendeiro ou pra um sitiante não é essa a leitura a leitura é a seguinte você pediu autorização você encontrou o agricultor ali na estrada e disse, eu, me dá aí, posso pegar meia dúzia de espigas de milho? Então, se você não fez isso, configura roubo, um roubo, né? E aí você perde a condição moral de ir para a rede social e falar mal do político, falar mal do país, falar mal do governante, do prefeito, sei lá, do governador, porque você se torna apenas mais um só que a gente tem aquela aquela, digamos assim, tendência de minimizar isso dizendo assim, ah, vai querer comparar seis espigas de milho que eu peguei lá da roça com o o Vorcaro, sei lá, com quem ele comprou que são tantos, que a gente já perdeu até a conta de quantos caras o Vorcaro comprou na república é lógico que essa comparação é indevida a questão é assim ou você faz as coisas certas ou não faz e mais uma vez eu digo aqui na segunda-feira se querer pregar da lição de moral das pessoas, não é isso é apenas uma reflexão porque essa naturaliza desse tipo de atitude nos leva a tolerar outras quest que v se agravando at chegar l no Vorcar Porque no fim das contas, o político que nos representa em âmbito municipal, estadual, nacional, é aquele que o Toninho Barater sempre dizia. Toninho Barater foi deputado, foi vereador em Cascavel, o primeiro vereador eleito pelo PSDB lá nos anos 90, faleceu. agora recentemente. Toninho Baraté sempre dizia, olha gente, o político não desce do céu, nem sobe do inferno. O político, ele vem das urnas. E nas urnas, quem deixa lá suas digitais são os eleitores. Se o leitor acha que é normal a atitude do tiozinho que a gente flagrou aí nesse fim de semana, então é porque tudo está liberado. Não há nenhum problema em ver o que está acontecendo. O problema está em reparar e criticar, mesmo fazendo atitudes semelhantes, ou que levam a situações que verificamos hoje em várias instâncias de poder. Agora, que o milho verde é gostoso, cozidinho, salzinho maravilha, mas se comprar no mercado é melhor ou se assim se é melhor não, é alternativa ou fazer como muita gente faz aqui em Cascavel, o cara tem um terreninho um pouquinho maior ali ele faz um plantio dele ali do milho, depois colhe o milho que é dele e não vai gostar se alguém for lá visitar o milharal dele, não é assim que funciona? me despeço lembrando um amigo que eu fiz uma reportagem com ele no bairro Coqueral, seu Dáscio ele era o agricultor urbano todo o terreno que ele encontrava, baldio ele, lógico, dentro de uma formação muito ética ele pedia autorização pro dono, com o seguinte argumento viu voc tem que t a ro isso a gastando com a manuten desse terreno deixa pra mim deixa comigo eu vou plantar o meu milharal aqui e vai estar sempre limpinho o teu terreno e ele cultivava e a eu dei a ele esse t no jornal, o agricultor urbano, se eu não me engano é Canassa o sobrenome dele Canassa, uma família muito tradicional ali no bairro Coqueiral mais precisamente na rua das Palmeiras algo assim, uma extensão da Rua São Paulo, que a proposta agora está tudo cheio de semáforo ali, vai reduzir os acidentes, porque o binário, o binário JK Flamboyant está ativo desde ontem, não sem uma série de jogos de luzes e buzinas, né? Porque muita gente estava desprevenido a respeito dessa mudança. Vamos embora, meu amigo? Diga, Eli. Tá certo, Jardim. Só aproveitando esse seu gancho aí do novo binário, né? Já teve motorista aí flagrado, já na contramão, né? Então, pra você que tá acompanhando a gente agora, muita atenção, começou a operar ontem, então atenção aí aos motoristas, né Jálio? E muitos e muitos, né? É bom sempre relembrar qual é o sentido que vale agora pra esse binário. Então, na rua Flamboyant, você segue da Manaus em direção à rua Cuiabá, então seja bairro tropical em direção ao bairro Alta Alegre. Na JK o inverso, você sai do bairro Alta Alegre e vai em direção ali ao centro cívico, em direção à rua Manaus, lá no bairro Tropical. Dito isso, nos resta desejar uma boa semana pra todo mundo e bora, né, Helio? Tá certo, Jair. Pra você uma excelente semana e até amanhã. E o dia que você cozinhar um milho verde aí na rádio, chama eu. Tá, pode deixar. Inclusive, esses dias eu falei aqui do milho verde e aí eu falei na brincadeira, né? Ó, traz o milho aí que a gente faz o bolo, né? Aí, aí, ó. Aí, sabe o que aconteceu, Jair? Já até contei isso aqui, foi a semana passada, inclusive, né? Aí de repente o síndico lá do prédio apertou a campainha ó, o milho faz aí agora, né? É audiência meu amigo, é a nossa audiência a nossa audiência mais inteligente do Oeste tá aqui na Rádio T. Saúde a todos, grande abraço, até amanhã até amanhã Jário, boa semana 7h46 pra você acompanhando aqui o nosso T News. Bolinho de milho vai bem, né? Cafézinho da manhã agora

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Este é o Pitaco do Pitoco, a análise editorial diária de Jairo Eduardo.