Mama Maria e os Bailões de Cascavel
Jornal da Manhã fala sobre música Mama Maria e juventude nos anos 80 e 90 em Cascavel.
Leia a íntegra
Jairo Eduardo
Editor — Pitaco do Pitoco · 21 de julho de 2026, às 13:33
Jornal da Manhã. Os Pitacos do Pitoco com o Jairo Eduardo, Jairo Eduardo, seus pitacos de hoje, boa terça-feira, seja bem-vindo, bom dia. Bom dia, bom dia, Hélio, nossos ouvintes, saudações, abraço pra todos vocês. Olha, recebi uma música esses dias, né? Sabe aquilo que o O pessoal manda aleatoriamente um link do YouTube. Sim. E tinha uma música lá na adolescência. Foi lançada em 1983 e estourou mesmo no Brasil em 1984 do grupo Graffiti. Mama Maria. Mama de mãe. Italiano. Exatamente. Toca até hoje. Como se fosse... Toca até hoje. Mãe Maria. e aquilo era um chiclete que ele grudava mesmo, aquilo era uma coisa absurda aí eu recordei daquele período e falei, poxa, o que eu fazia naquela época bom, eu estava cursando um curso técnico que o polivalente hoje CEP ali no Tropical oferecia que era agropecuária nessa idade, 16 anos 15, 16, a gente não sabe exatamente o que quer. Eu até fico apreensivo quando vejo esses meninos, adolescentes, se debatendo pra escolher que curso irá escolher no vestibular. Porque realmente é uma idade um pouco confusa. Então, como eu, na infância, gostava muito de jardinagem, plantava feijão no quintal de casa, plantava o chuchu pra ficar medindo todo dia tirava as medidas porque crescia muito r aquilo n Colocava o chuchuzinho no ch ficava medindo o brotinho ali anotava e tal Talvez essa seja a minha voca engenharia agron Aí me matriculei nesse curso ali no Polivalente, não é? E foi exatamente ali, naquela época, que explodiu essa música, que vem de uma inspiração italiana, não é? e que o grupo Graffiti na época saíram grupos incríveis de rock nacional no Brasil, um deles era o tal do Graffiti também desapareceu depois, né são aquelas bandas que tiveram uma música de sucesso e você que está no rádio há muitos anos você acompanhou muitas trajetórias meteóricas que de um dia para outro também desapareceram bom, isso me remeteu na sequência para outros adventos da vida dos jovens daqueles anos 80 e 90 em Cascavel. Havia bailões, né? Quantos anos você tá aqui? Chegou quando aqui, Elio? Que ano você chegou? Cascavel. Pois é. Mais ou menos. Cheguei, acho que foi em 98, se não me engano. Nossa, perdeu os bailões, então? Pois é, perdi. Essa parte eu perdi. Aqui era assim, tinha alguns bailões, né? Vamos jogar da Calaímbio pra cá. Vamos jogar da Calaiembi pra frente. É, mas vou ter que voltar um pouquinho, porque tinha um tal de Trevão, tinha Muralha lá no alto do Morumbi, tinha o Serpe no Alto Alegre, tinha, vamos lembrar mais alguns, o Clube Olímpico, que eu acho que até hoje está vigente, não estou acompanhando. Enfim, e isso, vamos dizer assim, no popularzão, no bairrão. e aqui mais pro centro tínhamos uma discoteca que se chamava Cassimba, e aí virou Flash Discoteca, tem foto até puxei uma foto dessas, trabalhei na inteligência artificial pra poder publicar em boa qualidade t saindo na revista desta sexta do Pitoco e ali eu t contextualizando isso que eu t passando pra voc n Ali no Flash Discoteque que agora vai virar uma agência bancária do Cicred, ali no Balão do Centro Cívico, uns chamam de Praça da Bíblia, outros chamam de Praça Luiz Pico, ali é uma confusão ali sempre, não é? Mas se falar Balão, acho que todo mundo sabe, né? Ali tá saindo uma agência do Cicred, era o Flechão, o pessoal falava. O Flechão tinha uma particularidade. Ele tinha duas, se não me engano, duas alas ou duas alas dentro da discoteca que eram voltadas exclusivamente pra tal da música lenta. Que fim levou a música lenta, hein? Pois é. Sumiu. Sumiu. Sumiu não. Existem alguns programas ainda que são voltados à música romântica, né? Mas assim... Mas em onde que dança isso? Pois é, não, não tem lugar mais. Isso sumiu. Sumiu, não tem mais. Exatamente, sumiu. E aí, ali tinha toda uma iluminação especial, quem vestisse, por exemplo, uma camiseta, uma camisa, uma calça, um sapato branco, tinha um destaque, porque a iluminação era toda feita para destacar alguns tons, não é? E dali, a gurizada dançava com as meninas, levava muito toco ali, porque se pedia para a menina dançar, a menina não queria e tal. é tudo aquilo da noite da juventude de Cascavel dos anos 80 e 90, não é? E dali a galera saia pra um Chevetão, uma Brasília, um Corcel, enfim. Fusca. Ia buscar... É, Fusca. E ia buscar estender a noite em um lugarzinho mais barato. E tinha um tal de feitiço ali, que o pessoal pedia uma Coca-Cola e podia ficar namorando dentro do carro, né? E tinha ali um Barra Lanches na Rua Paraná. Enfim, isso era a juventude cascavelense dos anos 80 e 90. curioso tentar entender que muitos desses estabelecimentos desapareceram principalmente esses mais perif Mesmo um que era um pouco mais sofisticado, que o pessoal achava que era caro para o tamanho de bolso da época, era o Bieliclube. Bieliclube era, digamos assim, tinha uma reputação de ser mais elitizado. Não que fosse muito, mas era isso. Quem comandava lá era o Paulo Carles, nosso amigo, nosso parceiro do jornal. por muitos e muitos anos enfim, o tempo passou, muitos desses estabelecimentos como eu disse e repito, desapareceram principalmente esses que abrigavam namoricos aí, nas madrugadas do banco ali atrás do Fusca e do Corcel, sumiram como o tempo em si projetou novas culturas hoje essa agorizada namorar escondido num ponto escuro leva a namorada pra casa a namorada leva o namorado pra casa é um outro jeito de enxergar o mundo que era bastante distante daquelas possibilidades que estavam ofertadas para a juventude no tempo da Mama Maria e que fez um sucesso imenso é uma transgressão no tempo só pra dizer pro pessoal que esse artigo mais elaborado não improvisado, da forma que eu tô colocando aqui, está veiculado na revista do Pitoco, que circula na próxima sexta-feira. Vambora, Elio Silva. Tá certo, Jairo. Pra você, uma excelente terça-feira e eu vou mandar pra você o link pra você ouvir a Mama Maria. Agora, sim. Só não podemos esquecer, amigo, que ali no Insédio Alvorada também tínhamos ali o salão de bolas. Ali, sim, cara, ali o povo pulava mesmo. É, tem que não quiser, sim. mas me manda, por favor. Olha, saúde a todos os nossos ouvintes, grande abraço e até amanhã. Até amanhã. Valeu Jário, trazendo aí os pitacos do Pitoco pra você aqui na Rádio T7.
Este é o Pitaco do Pitoco, a análise editorial diária de Jairo Eduardo.
