Desconhecemos nossos representantes
Jornalista Jairo Eduardo fala sobre a comunidade japonesa em Cascavel e a importância de valorizar os entregadores de aplicativos.
Leia a íntegra
Jairo Eduardo
Editor — Pitaco do Pitoco · 29 de junho de 2026, às 12:54
Jornal da Manhã. Os Pitacos do Pitoco com o jornalista Jairo Eduardo. Jairo Eduardo, segunda-feira, seja bem-vindo, bom dia, os seus pitacos do Pitoco de hoje. Bom dia, bom dia, gente boa, bom dia a todos nossos ouvintes. Cê teve algum amigo japonês na infância, adolescência? Rapaz, amigo não, mas eu tive um patrão japonês, patrão japonês então Cascavel já teve mais japonês eu até cheguei a fazer uma reportagem quando falam japonês, os japas aí que a gente chama de forma mais informal são os Sanseis, Niseis são os descendentes de japoneses maioria japonês mesmo muito pouco o que viveu em Cascavel, talvez ali fiz a reportagem esses dias no Foto Paulista o pessoal que chegou aqui lá no comecinho dos anos 60 ali tem uma descendência direta de japoneses mas eu fiz uma reportagem uns 20 anos atrás imagina, eu tenho que buscar isso nos meus arquivos do jornal dizendo que a japonesada estava sumindo de Cascavel sumindo, não enxergava mais nenhum asiático nas ruas da cidade e havia um motivo pra isso o pessoal estava voltando para o Japão porque houve lá uma oportunidade uma escassez de mão de obra economia muito aquecida e a galera daqui que tinha descendência de japoneses acabou fazendo o caminho de volta me recordo muito bem de uma moça chamada Ilda não vou saber falar o sobrenome dela nem que eu tivesse escrito aqui acho que eu não ia conseguir falar a Ilda trabalhava comigo no Banco Noroeste e dali uns anos eu soube que ela estava entre aqueles que embarcaram de volta para o Japão e até onde eu sei não voltou, não voltou mais. Se estabeleceu lá, constituiu família no Japão e me lembro muito bem que naquela reportagem eu dizia que era muito incomum encontrar algum descendente de japoneses nas ruas da cidade, fato que era bem diferente antes quando eram bem mais numerosos os descendentes de japoneses De toda forma vale lembrar que eles organizam todos os anos um evento gastron em Cascavel que muito conhecido n Acho que é Nipo Fest, acho que é alguma coisa assim. E que é um pessoal que deu uma contribuição importante também para o desenvolvimento de Cascavel. Fiz esse entroite porque hoje é com eles, não é, Hélio? Não é com eles hoje o jogo? É hoje. Hoje é contra o Xing Ling, né? O que será que vai dar hoje, Hélio? hoje a cara, eu não vou arriscar um palpite não eu já mandei o meu palpite aqui pro Paulinho Ribeiro meu palpite é 3 a 2 hoje né pra corações fortes então muitas emoções sem dúvida vamos lá, saiu uma pesquisa da Folha de São Paulo hoje em que números bastante assustadores aqui 75% das pessoas ouvidas não sabem citar o nome de um senador da República e são ao total são 81 senadores se não me engano, 81 senadores 75%, dois em cada três brasileiros não conseguem citar o nome não lembram, não sabem dizer na Câmara Federal não é muito diferente, 68% dos ouvidos, dos entrevistados não sabiam citar o nome de um único deputado federal no Paraná são 30 federais, no Brasil são 513 no entanto quase dois aqui em cada três não sabem citar o nome de um único deputado federal e o pior número veio na sequência dois em cada três eleitores não lembram em quem votaram para o parlamento quatro anos atrás não lembram em quem votaram para deputado federal, para senador dois em cada três talvez é por isso que esse pessoal aí, uma parte deles, não vamos generalizar uma parte dos nossos representantes talvez até a maioria não está nem aí para o que o eleitor pensa, porque não há nenhum tipo de acompanhamento ninguém está muito dando bola para isso, aí os caras deitam e rolam em Brasília porque há um distanciamento imenso entre o eleitor e o eleito Bom por deixa eu dizer pra voc eu acho que voc j viveu essa situa a no domingo naquele chuv agora, nossa, eu já não lembro mais se foi sábado à noite ou domingo, tava um chuvão danado e eu pedi, nós pedimos um um caldinho, né? Para o aplicativo aí de entrega de alimentos, iFood e dali a pouco chega um guri de moto aí em casa naquele chuvão mas pensam bom, todo mundo presenciou, não precisa dizer como é que foi a chuva no fim de semana e dali a pouco o rapaz abre o portão o rapaz dá um sorriso, ó tá aqui o caldinho de vocês e tal aí eu olho praquele rapaz praquela motocicleta, aquele frio aquela chuva pensei, poxa, esse cara esse cara é valente esse cara é é da pegada mesmo aí fui ao aplicativo e mandei uma gorjeta até meio feio essa palavra, né que parece que é coisa pra mendigo, pra sei lá pra morador de rua, pra quem pra uma pessoa que não tem condição de se manter mas tudo bem, esse é o nome que está lá mandei uma gorjeta para ele aí comecei a pensar, poxa quantas são as pessoas que será que o brasileiro é bonzinho mesmo? será que o brasileiro é solidário? será que o brasileiro tem um reconhecimento com relação a esse trabalho? se há uma oportunidade de dar uma gratificação? e aí busquei na inteligência artificial e aqui aqui estão os números para encerrar minha participação 5 a 6% dos brasileiros dos clientes deixam gorjeta no aplicativo a imensa maioria não dá nada e quando dão o valor mais comum fica entre 2 e 5 reais essa é a realidade e os números puxados aqui no sistema com base em médias estabelecidas no Brasil. E o entregador de iFood ganha em m entre 17 e 22 reais por hora trabalhada Trabalha de 40 a 50 horas por semana embaixo do sol da chuva do temporal enfim e se ele ganha uma gratificação do cliente essa gratificação vai inteiramente pra ele, não tem aqueles descontos que estabelecem apenas 17 a 22 reais por hora trabalhada limpos que é o batente aí dessa galera então, um apelo né gente, se não te faz falta dois, cinco ou dez seja generoso com o menino que foi na chuva no frio, no sol, entregar o seu alimento na porta da sua casa e só lembrando também que esses entregadores eles não são CLT eles são trabalho digamos, seria um trabalho temporário, se eles quiserem sair, pode sair, mas eles eles não tem segurança nenhuma eles tem a vantagem de fazer de construir os seus próprios horários tem isso e aquilo mas tem uma série de riscos tem o risco da violência no trânsito motocicleta, toda semana tem um acidente com um menino de motocicleta e tem isso que você falou o cara está totalmente desamparado no que diz respeito a assistência social no seu futuro na sua velhice enfim, muitos ou alguns deles já estão procurando se formalizar por mês, né? E aí ele tem tipo uma contribuição, como se fosse uma contribuição empresarial, né? Em que ele dá alguma garantia, alguma proteção. Mas a maioria deles, se você falou muito bem, lembrou muito bem, atua completamente desprotegido. Tá certo, tá certo, né? Mas vamos continuar fazendo bem, sem ver a quem, se puder, dar aquela gojetinha, dar aquele agrado pra dar uma... Ou seja, dar uma animada aí nos entregadores, né? Faça isso, né? De bom coração. Tá certo, Jário? Tá certo, isso vale para o motorista do Uber também? Também, claro. Motorista da Uber. Desde que eu coloco alguns critérios, não vou dizer quais são aqui, mas tudo vai também por algum nível de mérito, não é meu amigo? Tem que ter, né? Tem que ter. Porque senão vira gorjeta naquele sentido pejorativo que eu coloquei antes. Exatamente. Bora? Tá certo, Jário. Para você uma excelente segunda-feira e até amanhã. Igualmente para você, saúde a todos os nossos ouvintes, um abraço. Até breve. Até breve. Jair Eduardo, aí com os pitacos do Pitoco aqui na rádio.
Este é o Pitaco do Pitoco, a análise editorial diária de Jairo Eduardo.
