A entrega da Ponte de Guaratuba, que pauta as rodas de conversa nos últimos dias, marca um momento histórico para o Paraná. Depois de décadas de espera, o sonho da população do Litoral finalmente saiu do papel. E, olhando para essa conquista, é impossível não fazer uma conexão aqui no Oeste do Estado. É que nós também temos as nossas “Pontes de Guaratuba”.
Nós também colecionamos exemplos de sonhos antigos, que passaram mais de 30 ou 40 anos presos em discussões, promessas e dificuldades que pareciam impossíveis de superar.
O Trevo Cataratas talvez seja o maior exemplo. Durante décadas, aquela obra representou um dos principais gargalos logísticos do Paraná. Quantas gerações ouviram falar daquela obra? Quantas reportagens mostraram congestionamentos, acidentes e a dificuldade enfrentada diariamente por quem passava por ali?
Isso não deixa de ser um recorte da ideia que se criou no Brasil de que obra grande demora demais, não sai ou vira apenas debate político. O governador Ratinho Júnior mostrou que essa tradição ruim poderia ser quebrada e, de fato, foi.
Podemos falar aqui também da duplicação da BR-277 até o Show Rural, do Contorno Oeste em concreto, da modernização do aeroporto de Cascavel, da trincheira do Cascavel Velho, que vai finalmente acontecer.
E talvez exista um ponto em comum entre todas essas grandes obras na nossa região e a Ponte de Guaratuba: elas exigiram coragem para decidir e capacidade para executar.
Hoje, por exemplo, já falamos da licitação do Hospital da Região Norte, uma obra prometida por muitos, mas assumida por poucos e que agora já tem terreno definido e investimento confirmado de R$ 77 milhões, próximo ao Trevo da Ceasa. E os avanços não param por aí. Pela primeira vez na história, a região de Cascavel aparece entre as maiores prioridades de investimento do orçamento estadual, com mais de R$ 600 milhões previstos para 2026, ficando atrás apenas da capital. Ao mesmo tempo, seguem avançando projetos importantes em educação, infraestrutura urbana e desenvolvimento regional, com novas escolas, creches no interior e obras de asfalto em bairros que, por muitos anos, esperaram por atenção, como o Lago Azul.
Por isso, ao ver a emoção do povo do Litoral com a Ponte de Guaratuba, eu entendo perfeitamente o sentimento. Porque nós também sabemos o que significa esperar muitos anos por uma grande obra. E sabemos, principalmente, como ela é capaz de transformar a vida das pessoas quando deixa de ser promessa e passa a fazer parte da realidade.





