Idosos superam crianças no Brasil em 2030
A partir de 2030, o Brasil terá mais idosos do que crianças de 0 a 14 anos, mudando o cenário demográfico do país.
Leia a íntegra
Jairo Eduardo
Editor — Pitaco do Pitoco · 04 de abril de 2026
sete e trinta e nove.
Os Pitacos do Pitoco, com o jornalista Jairo Eduardo.
Sete e trinta e nove, bom dia Jairo Eduardo, as suas informações nessa terça-feira. Olá, bom dia, bom dia, bom dia nossos ouvintes, um abraço e saudações pra todos vocês. Olha, a partir de ou até dois mil e trinta, num cenário aí de curto prazo, quatro anos, né? Nós teremos mais idosos no Brasil do que crianças de zero a quatorze anos. Se você entender idosos, pessoas acima de sessenta anos, há uma controvérsia aí, né? Nós teremos então mais idosos no Brasil do que crianças de zero a quatorze. Me recordo muito bem que na minha infância era algo raro você enxergar um vovô na rua, sabe? Uma pessoa de cabelos grisalhos. Era um país, era o país da juventude, era o país das crianças, anos setenta, anos oitenta, era o país da juventude acima de tudo, né? E hoje esse cenário mudou e mudou radicalmente. Uma das razões é que a taxa de fecundidade, o número de filhos por casais, por mulheres, está abaixo da taxa de reposição. O que é a taxa de reposição? É um número é 2,1, é dois filhos por casal, você consegue repor a população, ou seja, manter os 210, 215 milhões de brasileiros que nós temos hoje, segundo o IBGE. Qualquer número abaixo disso, passa a reduzir a população. Esse fenômeno é muito forte na Ásia, Japão, Coreia, China. A China se manter, os números de hoje, que eles estão tentando reverter, quando 2100 chegar, a China terá perdido mais de 400 milhões de habitantes. Dos atuais 1 bilhão e 400 para algo perto de 700, 800 milhões. Vai perder aí mais de meio bilhão de habitantes o país que já foi o mais populoso do mundo. Então, o que isso representa Representa do ponto de vista da economia uma press em cima do INSS uma press em cima do Servi P de Sa do SUS mas na outra ponta tem muitas oportunidades E são essas oportunidades que empresários de Cascavel estão vislumbrando para construir um edifício com um suporte de hotel, de hotelaria e um suporte de saúde multidisciplinar com profissionais voltados para essa faixa etária, para a faixa etária mais avançada. Profissionais, como eu disse, de várias disciplinas. É como se fosse uma opção que se teria que fazer. Olha, eu tenho que ter um apartamento para viver meu último quarto da vida, vamos dizer assim. a pessoa que está aí com 60, 55, 65 anos começa a pensar, poxa, mas espera aí, eu tive poucos filhos já diz a música lá que o Sérgio Reis canta-se que um pai cria 10 filhos, mas 10 filhos não criam um pai, não cuidam de um pai. Já ouviu essa música? Já.
Então, Helio, o que as pessoas começam a pensar, assim, que estão na minha faixa etária, na sua e até um pouquinho mais avançado. Mas como será? Como será a minha velhice? Como será o momento em que eu estiver mais frágil? Como será os meus últimos anos de vida? Então o mercado imobiliário de Cascavel é já trazendo uma tendência de grandes centros internacionais e inclusive aí em São Paulo já é uma realidade. Começa a olhar para uma possibilidade em que você praticamente replica um serviço de hotelaria, embora o apartamento seja seu, é seu, não é do hotel, mas já servido nas suas imediações, anexo, já servido de profissionais especializados nesse atendimento a essa faixa etária. Eu vou ter mais detalhes desse empreendimento na revista do Pitoco de março, que circula na próxima semana, dia 20, quando nós entrevistamos, então, os protagonistas desse novo momento, que olha pra esse p que tem todas essas preocupa Bom dificilmente eu vou ter assist de um familiar por N raz As pessoas, muitas delas também não querem se envolver, estão com a sua vida pra resolver, não vão dedicar 24 horas pro vovô ou pra uma vovó. De alguma forma, vão terceirizar isso de qualquer forma, de qualquer jeito vão terceirizar isso pra uma casa de apoio, de idosos, enfim. Então, por que não eu, com cinquenta e cinco, sessenta, sessenta e cinco anos de idade, não tomar uma atitude de garantir a minha autonomia e independência, independente da boa vontade dos meus parentes mais próximos? Olha, é uma ideia que casa com o mercado imobiliário, que casa com uma tendência internacional. Vambora, Nélio. Tá certo. Já pensou no que vai fazer, meu amiguinho? Pois é, pois é. Geralmente as pessoas não pensam sobre isso, né Jair? E acabam chegando na sua velhice e acabam se complicando, não pensam na aposentadoria, não pensam onde vão ficar e acham que às vezes os filhos vão cuidar, né? E às vezes acabam não cuidando e os velhinhos acabam sofrendo e ficam à mercê, ou seja, né? Das situações adversas, né? do dia a dia que acontece porque a velhice chega pra todo mundo o dia, né Jair? Não tem como fugir. Acabam algumas vezes, né, até humilhados por loras, por gêmeos, por os agregados da família que não, não, que olham aquilo como incômodo, né? Olha, a pessoa essa pessoa virou um estorvo né? E quem não se preparou então pra esse momento está condenado a humilhação. É, só que em muitos casos. Só que só que às vezes, né Jair, vem um pontinho de interrogação, nesses dias eu estava vendo uma cena com a minha esposa com a minha sogra e fui atravessar a rua e me chamou muita atenção porque nos fazem lembrar de situações quando éramos crianças então antigamente, quem segurava na mão para atravessar a rua era a mãe, puxando a filha e agora se inverteu-se os papéis, então acho que vem aí uma consciência dos ser um dos filhos, né? Ou seja de cuidado dos pais realmente n Porque quem cuidou at ali n Se ele est naquela posi foi por conta do pai que muitas vezes pagou faculdade abriu m dos seus sonhos dos seus projetos para cuidar da família e para cuidar dos filhos, né? Então é um ponto que a gente tem que analisar e realmente pensar. Pensar e realmente valorizar aí os velhinhos, né? As pessoas idosas que estão aí, que às vezes têm muita dificuldade, estão aí à mercê, ou seja, de várias situações. Certamente que haverá aqueles que terão esse gesto, mas certamente também haverá muitos que não terão esse gesto, né? E é por isso exatamente que temos que analisar todas as possibilidades. Beleza, Hélio? Valeu, Jair. Quero deixar um abraço aí pra você e pra cada um dos nossos ouvintes, saúde a todos, a gente volta a prosear amanhã, valeu? Bate certo. Jair, abraço. E lembrando, Jair, que eu gostaria que você trouxesse algumas informações, como é que tá aí o pedágio tal do, né? Sim. Implantado aqui, tem mais informações? Por favor, aí se você puder trazer pra gente, pra gente ficar um pouquinho mais antenado, como você tá sempre aí sabendo as informações que acontecem aqui na nossa capital do oeste, né? É um ponto que tá dando pano pra manga aí, né? Eu acho que a maior curiosidade é quando será implementado efetivamente essa operação entre Cascavel e Toledo, Cascavel e Toledo e Guaíra, ali por Rondon, na 163, que está um pouco lento o processo de homologação, de início dos trabalhos. Ontem ainda eu caminhava ali, fui até a Assembleia do Sicredi em Sérgio Alvorada, aliás, uma Assembleia muito prestigiada, muitos cooperados participando da Assembleia do Sicredi. Entre Cascavel e Toledo está um matagal, gente, ali na região mesmo de Sede Alvorada, no canteiro central, entre as duas pistas. É só dizer, mas daí, gente, quando é que começam os trabalhos? Pois é, né? Pra pôr a cancelinha ali, esse alevorado, vai ser rápido, pode ter certeza. Ah, rapidinho. Agora, pois é, os trabalhos iniciais não começaram ainda. Vou me informar certinho como está esse calendário e vou trazer isso para os nossos ouvintes. Tá certo, Jairo. Pra você uma excelente terça-feira e até amanhã. E com a mente, saúde e até mais. até mais, Jara Eduardo trazendo aí as informações os pitacos do Pitoco aqui nas ondas da rádio mais T do Brasil.
Este é o Pitaco do Pitoco, a análise editorial diária de Jairo Eduardo.
