CNPJs antigos resistem no Alto Alegre
Jornalista Jairo Eduardo visita o bairro Alto Alegre e destaca a história de estabelecimentos tradicionais.
Leia a íntegra
Jairo Eduardo
Editor — Pitaco do Pitoco · 12 de maio de 2026, às 15:06
Jornal da Manhã. Os Pitacos do Pitoco com o jornalista Jairo Eduardo. Sete e trinta e nove, terça-feira, seja bem-vindo, Jairo, bom dia. Olá, bom dia, bom dia, Hélio, nossos ouvintes, saudações, abraço e pra todos vocês. Olha, o bairro Alto Alegre é provavelmente um dos primeiros, é um dos primeiros bairros de Cascavel. Dá pra dizer que é um bairro antigo, mesmo atenuando essa expressão em razão de que Cascavel é uma cidade nova, né? E por que razão? Olha, o bairro Alto Alegre, ele dava acesso pra Foz do Iguaçu, através da avenida que levava também esse nome, Avenida Foz do Iguaçu, hoje Tanquerê do Neves. E ali logo se formou um polo de serviços, quando eu Digo, logo na virada dos anos 60 para os anos 70, já tínhamos ali um pequeno polo de serviços na área de mecânica e também na área elétrica. Confluía para que aquele local fosse colonizado, entre aspas, primeiro, também a presença da serraria, da indústria de madeiras ali, a Mila, que ali pertinho do HU do lado oposto, porém do HU ficava ali uma serraria muito grande com mais de 200, 300 funcionários isso é muito bem porque nasci ali meu pai trabalhou ali e tal então dá pra dizer que eu conheço bem aquela região e ali no Alto Alegre tínhamos o colégio, o Manuel Ludgero Pompeu depois foi transferido ali pro mesmo bairro, mas numa outra área e virou um colégio estadual Bom, o que me levou a produzir uma pauta ali nesse bairro veterano de Cascavel? Foi exatamente esses CNPJs antigos que estão lá, desde sempre dá para dizer assim. Vamos pegar ali a mecânica do Gervásio, olha só, Gervásio, a família de alemães, Rode. Esse pessoal chegou nos anos 60 em Cascavel para trabalhar na roça, digamos assim. tinha uma área de 20 hectares alqueires, ali onde está a porção oeste do município, lá já quase na região do contorno oeste. Venderam aquela o Tio Baldo no caso ou Teobaldo o nome dele mas virou Tio Baldo um nome de alem um pouco dif de falar n O pessoal j abrevia era Teobaldo virou Teobaldo Bom, Teobaldo então passou a mexer com mecânica. E os seus filhos seguiram esse caminho, ali de frente para Tancredo Neves. Fui conversar com eles ontem. Falei, pessoal, vamos falar um pouquinho sobre essa trajetória, desse pessoal que está há muito tempo aqui no bairro, como foi, né? Foi recebido pelo Chicão Rode, um abraço aí para o Chicão, para toda a família. E ele me contava como foi a caminhada dessa família. É interessante porque esse negócio deles se estabeleceu exatamente ali na virada, ali no comecinho dos anos 1970, quando o Cascavel vivia um momento de mecanização da agricultura. Então o que não faltava era trator, coletadeira, implemento agrícola para consertar. não sei se o amigo Helio Silva já ouviu falar num trator chamado CBT CBT CBT você é muito urbano pra saber dessas coisas né não me recordo não me recordo CBT era um tratorzão assim, tinha uma fama de robusto inquebrável não é embroxado não, esse é outra pessoa mas é inquebrável e tal e olha só, o CBT chegava a dar apelido para zagueirão. Então, o Felisberto, conhecido como Tinho, morava ali no Alta Leg, divisa com o Coqueral, ele tinha o apelido de CBT, porque era um zagueirão daquele que saía arrastando tudo. CBT era um dos tratores que essa família então consertava. Essa marca não existe mais. Não sei se foi engolida por outro, não fui pesquisar, mas não está mais no mercado. então era isso que o pessoal consertava ali fiz uma foto do Chicão em cima do trator estou colocando essa história no jornal da próxima sexta-feira para contar como esses CNPJs sobreviveram ao tempo porque muitos ficaram para trás vamos pegar aqui ali na mesma região do Alto Alegre, dois estabelecimentos bem tradicionais da época um deles que nasceu em 1979 já falei aqui, Motel Havaí esse foi embora, acabou tinha um outro ali, um restaurante chamado Boi da Brasa esse incendi estima que tenha sido fala que tenha sido um inc criminoso na Avenida Foz do Igua ali o Boi da Brasa era uma churrascaria como a gauchada apreciava na regi muita gente vinda do Rio Grande do Sul colonizou aqui o nosso munic E ali na na quase na na na na, na, na junção da Tancredo Neves com a Rua Cuiabá, tinha então a Sociedade Esportiva Recreativa Princesa Elizabeth, era o SERP, SERP, era um bailão, bailão, bailão daqueles bem tradicional, pessoal te revistava na entrada e tal, pra ver se você tava armado, se você não tava, ele se dava um facão, alguma coisa, pra você ter alguma chance de sobreviver. Era assim, viu? Moleza não, tá? E ali mesmo, naquela, na visita que eu fiz ontem ao bairro Otalega, entrevistei também o José Yoshihito, como o próprio nome diz, japonês, né? Descendente de japoneses, filho e neto de japoneses. Conversei com ele, da Autoelétrica Ito, também um CNPJ muito tradicional do bairro Alto Alegre, está ali há mais de 40 anos, assessorado sempre pela esposa, a professora aposentada Edith Rode, que vem a ser também a administradora do negócio. Conversei com o Ito, conversei com o Chicão, e eu acho que essa matéria ficou legal, porque você começa a andar pela cidade e começa a tentar entender por que alguns sucumbem ao tempo, outros permanecem, qual é o segredinho, é teimosia, é eficiência, é o que? Alguma coisa tem. E cabe ao jornalista tentar entender essas histórias, transformá-la num texto ou numa fala, como estamos fazendo agora, transmitir isso para as pessoas, para que todo mundo consiga ter esse entendimento melhor, já que jornalista nada mais é do que um contador de histórias, é o que nós fazemos e é o que fizemos ontem lá no bairro Alto Alegre Ô Jairo, já pegando o seu gancho falando em bairro Alto Alegre onde deu uma passadinha pela rodoviária é como aconteceu toda aquela reforma né, e tava passando perto, falou, dá uma passadinha aqui na rodoviária né, como estamos falando aí do bairro Alto Alegre um dos mais antigos aqui da nossa querida e grande Cascavel salas ainda continuam vazias embaixo, né e os guichês bem pequenininhos lá em cima, para as empresas. Pois é. Será que as licitações não foram tão atrativas? Olha, veja, é uma sobre oferta de salas comerciais. S muitas salas ofertadas ali Eu imagino que vai levar um tempo para que o terminal rodovi se transforme em algo autossustent que atrav de loca possa arcar com seus custos e tem gente mesmo questionando o fato de terem colocado os guichês então das empresas de transporte no andar superior, mesmo que agora para acessar temos ali a mobilidade correta, né? São elevadores, tem ali a escada rolante e tal, mas a percepção que eu ouço das pessoas, Eli, foi bom você trazer pra esse assunto, resumidamente, percepção que eu tenho é que as pessoas que por ali andaram, que estiveram na inauguração, as trocas que a gente teve ali de ideias, é assim, poxa, mas não parece. Não parece que foi informado isso aqui. Que eu senti, estando ontem lá, eu senti um vazio grande demais, né? Porque antigamente você entrava na rodoviária, tinha aquelas lanchonetes à esquerda, aquela movimentação toda e as salas todas vazias, sabe? Somente aquele movimento, somente uma, se eu não me engano, acho que duas lanchonetes lá em cima, né? E tudo bem, você sobe de elevador ali e tal, mas eu senti um vazio tão grande na rodoviária ontem, rapaz, eu falei, nossa, que... Não, bacana a reforma, mas eu, sei lá, tem um ponto de interrogação aí, né? Eu vou dar uma verificada foi bom você trazer essa pauta com a presidente da Transitar, doutora Laura talvez estejamos vivendo um momento de licitação, de oferta tem todo aquele trâmite burocrático pra ofertar no mercado as salas comerciais são 30 salas, né? é, veja só então talvez esse processo esteja em curso que tem toda uma burocracia pra selecionar os inquilinos, né? Não é eu quero ter uma sala na rodoviária, não, tem um processo, tem que discutir esses passos. E os que já estavam lá, né, Jário? Muitos anos estavam lá. Boa pergunta. Ou seja, muitos comerciantes ali utilizavam a sala como o seu ganha-pão. Onde estão essas pessoas hoje? O que estão fazendo? Por que não estão lá? Bom, até coincidentemente, uma das minhas assinantes do jornal, ela tinha ou tem um espaço lá de gastronômico, um espaço pequenininho, que oferecia ali uns salgadinhos e tal. Vou mandar um zap pra ela daqui a pouco pra tentar entender melhor essa pauta e compartilhar depois com os nossos ouvintes. Tá certo, Jário. Pra você uma excelente terça-feira e até amanhã. Pra você também, saúde a todos, um grande abraço. Até breve. Sete horas e quarenta e nove minutinhos, aí os Pitacos do Pitoco com Jário Eduardo aqui na Rádio TP.
Este é o Pitaco do Pitoco, a análise editorial diária de Jairo Eduardo.
