Cascavel exporta mendigos para Foz do Iguaçu
Foz do Iguaçu fez um censo e identificou 589 moradores de rua, sendo que apenas 148 são da cidade. Cascavel é a cidade que mais exporta mendigos para Foz do Iguaçu.
Leia a íntegra
Jairo Eduardo
Editor — Pitaco do Pitoco · 27 de abril de 2026, às 16:14
Jornal da Manhã. 16 graus agora. 16 graus. 16. Maravilha. Mas não vai pegar aquele friozão que está vindo aí para o sul, né? Pois é. Extremo sul. Não, né? Aqui não. Cascavel, você sabe que é uma cidade que venta muito, né? É, a sensação térmica fica sempre abaixo do que está registrado nos cronômetros, nos termômetros oficiais. Exatamente. Bom, vamos lá. falou em frio você já lembra de morador de rua e uma série de situações mazelas sociais no Brasil curioso é que o censo que Foz do Iguaçu fez para identificar e tentar entender porque tem tanto morador de rua na fronteira a propósito, isso já vem incomodando os turistas Foz tem os seus canais para pegar feedback de turista e uma das questões apontadas é as pessoas impressionadas com o número de moradores de rua de pedintes de pessoas dormindo na rua, deitadas, improvisadas enfim esse foi um dos itens que apareceu na recente pesquisa que Foz do Iguaçu fez a respeito de como os turistas estão lendo, entendendo a cidade, se vão indicar o destino ou não e tal e aí Foz do Iguaçu então fez o primeiro censo de população em situação de rua e aí tem um dado curioso de 589 pessoas identificadas nessa situação apenas 148 são de Foz do Iguaçu outras 193 pessoas são de municípios paranaenses e 210 pessoas de outros estados a resta aqui outras 97 que s at de outros pa Mas entre as 193 pessoas que s paranaenses mas não de Foz do Iguaçu, a maioria é de, adivinha, Cascavel. Então, Cascavel virou uma exportadora de mendigos para Foz do Iguaçu. Não é a primeira vez que isso acontece. lá nos anos 80, segunda metade dos anos 80, me recorda aqui o jornalista Heinz Schmidt, Cascavel teve um constrangimento porque Foz do Iguaçu flagrou combis da assistência social transportando moradores de rua para Foz do Iguaçu. Então não é o primeiro atrito que acontece entre os municípios? Eu digo atrito porque agora, agora mesmo, Foz do Iguaçu mandou um ofício para Cascavel pedindo esclarecimentos a respeito dessa exportação de mendigos de Cascavel para Foz do Iguaçu. O que está acontecendo? O que está pegando? digamos assim o que eu olho aqui nas ruas de Cascavel o que eu observo que eu pedalo muito por essas ciclovias e tal, todo dia nessas vias olhando o que eu percebo é assim me parece que há uma recomendação não entro no mérito se isso é ruim ou é bom isso aí é critério que cada um tem que avaliar mas me parece que há um critério na guarda municipal e na PM que é assim, tem um cara sentado num banco da praça, eles vão lá e abordam. Então você vê o que você fez, o que você está fazendo, você quer ser internado e tal. E essas abordagens frequentes das quais participam, inclusive eu pude ver isso, pude presenciar isso, o próprio comandante da guarda municipal, o coronel Lee, ele pessoalmente participa dessas abordagens, encontrei ele na rua esses dias, numa abordagem. é assim, é um abafa em cima desse pessoal morador de rua porque segundo o coronel Lee, muitos desses dependentes químicos e mesmo alcola, transital, não todos, mas muitos deles tem envolvimento com crimes e mesmo crimes de pequena monta mas crimes Roubo de fio de cobre tal para manter o v deles Então, essa operação Abafa é feita aqui em Cascavel, e esses que vão chegando por aqui não ficam à vontade, digamos assim, para morar numa praça, para morar embaixo de uma marquise, ou de um ponto de ônibus e tal, porque a todo momento eles vão ser abordados ou pela PM ou pela Guarda Municipal, com essas alternativas. Olha, você tem tratamento. Vamos te conduzir para o tratamento. Se o cara recusa e tal, ele vai continuar a ser incomodado. Até ele dizer, não, eu acho que eu vou para a fase em Uassu, né? Que lá talvez esteja mais tranquila a situação. É óbvio que tudo aí tem um contorno social, a gente lastima a situação dessas pessoas. Os municípios não sabem exatamente como agir, mas Cascavel quando percebeu o aumento grande de moradores de rua, tomou essa iniciativa e uns vão defender, outros vão achar que não, enfim não entro no mérito da questão a questão mesmo é que Foz do Iguaçu está lotada de moradores de rua e isso está incomodando os turistas o turismo é um dos principais negócios de Foz como Foz vai resolver isso como a ação social de Foz vai resolver isso, é uma questão para eles entenderem o processo e ver como é que faz. Mas essa é a situação. Passando rapidinho por um outro ponto aqui, eu tenho dito várias vezes que as filas nos supermercados aumentaram incrivelmente, estou falando já de Cascavel, as filas nos caixas, isso se deve em grande medida exatamente à falta de RH, de mão de obra. Vê-se muitos estrangeiros, principalmente venezuelanos, nos caixas de supermercado, mas isso não está dando conta. Mesmo em dias fora de pagamento, dias que se considera que haverá menos movimento, tem fila no caixa do supermercado. Uma situação e uma solução que pode ser adotada é ampliar aquele atendimento automático. Um dos grupos de Cascavel, que é o maior varejista do Paraná, que é o Super Mufato, está inaugurando em Curitiba a sua segunda loja que leva o nome Mufato Gold. de go, go, dear, né? De vá, vá, faça você mesmo e tal. Eu imagino assim vou conversar ainda com o Ederson Mufato daqui a pouco vou mandar uma mensagem pra ele entender melhor essa opera mas eu imagino que j seja uma resposta a essa quest da dificuldade de m de obra, ou seja, o Hélio Silva o ouvinte da Rádio T vai até o supermercado, no caso dessa loja de Curitiba do Super Mufato e faz todo o processo todo, não chega gente lá você faz todo o processo, faz sua conta, faz o pagamento e leva a sua mercadoria. É a solução, viu, Helio, que foi encontrada aí pra enfrentar esse momento de dificuldade com recursos humanos. Pois é, né? E é uma dificuldade muito grande isso, né, Jair? Porque, assim, quantos supermercados temos e quantas lojas e a mão de obra, digamos, tá escassa, né? As pessoas vêm de fora, algumas pessoas que realmente precisam, mas será que, de repente, a carga horária, a remuneração desses trabalhadores não teria que ser revista? porque muita gente não quer trabalhar em supermercados muita gente não quer ficar lá trabalhando domingo, feriado às vezes em alguns horários que são digamos assim que ocupam mais o tempo da pessoa que vai estar ali trabalhando será que de repente não seria uma saída? uma pergunta que eu deixo no ar seria um revisto você tem muita razão no questionamento que você traz, a razão que eu digo assim na sua inquietação porque veio muito forte essa discussão agora da jornada, de terminar, de distinguir a jornada seis por um obrigatório. Possibilitando até e permitindo que situações como essas, em que a mão de obra está mais escassa, seja possível construir outros cenários em que fique mais atrativa a vaga para o trabalhador. Como você disse, domingão, feriado e tal, nem todos se propõem a deixar suas famílias, a deixar seus momentos de lazer, nessas datas em que as pessoas podem se encontrar, efetivamente, para trabalhar ali o dia inteiro dentro de um caixa de supermercado. Então, essa solução legal e a solução da tecnologia é que vão poder, possivelmente, atacar essas mazelas no RH de setores do varejo. Vamos embora? Tá certo, Jário. Vamos continuar acompanhando e trazendo aí sempre as informações aqui para o nosso ouvinte. Para você, uma excelente segunda-feira e até amanhã. Ótimo, para você também, uma ótima semana para todos os nossos ouvintes.
Este é o Pitaco do Pitoco, a análise editorial diária de Jairo Eduardo.
