Cascavel: da bodega à Kombi, o varejo que se reinventa
Pitaco de Jairo Eduardo relembra as antigas “bodegas” de Cascavel e analisa como a proximidade, panificadoras e açougues diferenciam os supermercados locais, influenciando a escolha dos consumidores
Leia a íntegra
Jairo Eduardo
Editor — Pitaco do Pitoco · 26 de agosto de 2026, às 12:38
Jornal da Manhã. Os Pitacos do Pitoco com o jornalista Jairo Eduardo. Jairo Eduardo, seja bem-vindo, boa quarta-feira, os seus pitacos de hoje, bom dia. Oi, bom dia, bom dia, Hélio, nossos ouvintes, um abraço aí, saudações pra todos vocês. Olha, todo mundo vai ter uma recordação, principalmente essa turma aí, dessa faixa etária onde nós estamos, eu e você, Hélio, é que perto da casa da gente, em algum bairro de Cascavel ou de algum outro lugar tinha uma venda os paulistas chamavam de venda os gaúchos chamavam de bodega sei lá e essas vendas digamos assim, elas não se limitavam a ter ali o refrigerante, a cerveja tinha ali o balcãozinho de bar também com aquele porta-doces redondo e tal mas também vendia meio que de tudo e aqui pertinho de onde eu passei minha infância, no bairro Coqueiral, divisa com Alto Alegre eu me recordo muito bem que tinha o Bar do Aroldo era ali na Avenida Brasil, desprovida de pavimento sem asfalto esquina com a Costa e Silva se eu não me engano, Rua Costa e Silva e ali era aquilo, era o básico era de tudo no básico, saiu do básico, acho que não tinha nada mas, enfim nem nome se dava pra esses estabelecimentos como não tinha nome, ali o pessoal chamava pelo nome do dono, Bardo Aroudo né, não sei se é com H ou com A, não lembro, se é da minha infância né, depois eu soube que esse pessoal se mudou ali pra região do Universitário Jardim União, se eu não me engano, uma coisa assim, mas não tive mais contato com eles.
E ali tinha uma característica, as pessoas que moravam por perto, que eram os clientes mais assíduos, podiam usufruir daquela cadernetinha, pendurar a conta. Você já pendurou alguma conta, Elio, sim, nessas bodegas? Pois é, ontem, inclusive, né, eu estive no comércio em Cascavel, até acabei fazendo uma brincadeira, né. Aí a moça perguntou, vai ser no débito ou no crédito? Eu falei, não, na caderneta. Aí sim, tá vendo? Talvez a moça nem entendesse o que você estava falando, porque isso saiu completamente, ou pelo menos dos estabelecimentos maiores, mais profissionalizados.
Ainda tem n Panificadora e tal voc tem amizade ali com o dono da panificadora de repente voc pode marcar ali uma continha para pagar junto na semana ou no m ainda tem isso pra quem tem cr pra quem não tem, adeus. Aí só no cartão de crédito mesmo. Aí você compareça, ou com o Pix ou com o cartão. Bom, tem outras recordações do seu Ivo Pegoraro, ali no Parque Verde, porque ele morava na frente daquilo que depois seria um supermercado mas era um tipo um armazenzinho pequeno, lembra de ter entrado uma ou duas vezes, o acesso era pela rua a rua Bartinique era por ali era um casarão de madeira, não mais que isso e depois se transformou nessa rede de supermercados iraní e o que não muda o que não muda em supermercado com a dimensão que eles ganharam citando esse dos pergoraros que ficou gigante o festival cresceu muito também o supermofato e tal o que não muda mesmo é a Kombi todo mundo tem uma Kombi, já notou isso?
pois é, a maioria todos tem você vai lá no estacionamento do festival na Vila do Brasil tem uma Kombosa você vai ali no estacionamento do Irani, no Parque Verde, tem acho que duas combosas. Porque a tal da entrega, por mais que possa ter diminuído, num contraste, porque entregar em casa é o que virou o varejo pelas plataformas de e-commerce, mas a combosa, aquela famosa, está por ali. Digo, dou essa passada aí pra dizer que o mercado do supermercado em Cascavel continua se movimentando vamos citar aqui a rede Pupo adquiriu e o Pitoco deu em primeira mão isso adquiriu aquela área ali da Cerveu a Cerveu, no bairro Jardim Palmeiras, a Climação uma coisa assim às vezes confunde porque fica muito perto mais pra Climação ali vai ser uma unidade do supermercado e logo um pouquinho adiante já começou uma outra obra e o curioso foi lá perguntar o que era aqui vou situar os ouvintes no Alto Alegre quase na divisa aqui com o bairro Coqueral, há umas cinco ou seis quadras no m do terminal rodovi est saindo uma outra unidade ali do ladinho do Laborat do mercado Maria Lu Tem uma unidade lá no nome, no bairro do mesmo nome.
E aí fica aquilo. O cliente está onde? O cliente do supermercado, em regra, desses estabelecimentos de varejo, ele está na proximidade. é a proximidade muitas vezes que determina qual é a loja de supermercados que você vai escolher e é por isso que esses empreendedores do ramo que é um ramo muito competitivo tem muitas lojas, muitas unidades eles pegam o mapa vão lá, antes era de outro jeito agora você vai lá no computador abre um aplicativo pega o mapa interativo da cidade e olha mas onde é que caberia mais um supermercado aqui.
O que eles levam também em consideração? Mas como é que está a verticalização daquele local? Como é que está a densidade demográfica? Tem prédios residenciais em construção? Aqui no Autoleg tem. Até inclusive foi apontado pelo especialista aí, o Eduardo Passarinho, Eduardo, que é especialista no mercado imobiliário, um dos locais que ele apontou de forte tendência de crescimento em Cascavel, inclusive de verticalização é exatamente essa região coqueiral Alto Alegre e alguns prédios residenciais subindo a rua Fambonhã e a JK se transformaram em um movimentadíssimo binário, o que atrai evidentemente estabelecimentos comerciais isso tudo deve ter pesado então na decisão de dois empreendimentos que estão saindo até relativamente próximos uns dos outros não vai ser mais do que 600 ou 800 metros, o que é considerado proximidade nessa área do varejo, sem dizer que essa região toda está cercada por grandes lojas de supermercados.
Na Tanqueredo, ali, você tem duas lojas, que é a do Festival e do Irani, aí é mais próximo do Centro Cívico, ou dentro do Centro Cívico, tem o Supermufato, eu já citei o Irani do Parque Verde, enfim, o pessoal procura um espaçozinho pra colocar uma nova operação, sempre utilizando esse critério da proximidade. Então, eu posso ser muito amigo, e sou, dos Pegoraro, dos Bial, sou cliente deles também, mas se na proximidade, a três quadras da minha casa, eu tenho um mercado novo, moderno nem precisa ser t grande e t variado como os mencionados l que a tal da comodidade em algum momento vai falar mais alto e em muitos momentos voc vai ent a essa loja que está mais próxima.
Qual é o mercado mais próximo da tua casa, Sr. Helio Silva? Pois é, hoje atualmente seria o Mufato da Carlos Gomes, né? Da Carlos Gomes. Exatamente. E você acaba comparecendo ali de vez em quando, não é assim? Sim, sim, sim. Claro, a gente tem a preferência em algumas outras e algumas outras lojas que tem, ou seja, que cada loja, né Jário, hoje em Cascavel, falamos do setor mercadista, tem o seu diferencial. E o diferencial eu vejo dessa maneira, ou é o açougue ou é a padaria, porque os produtos tem em todas as lojas, né?
Mercearia, perfumaria e tudo mais. Então o mercado hoje ele se destaca no quê? Na panificadora e também no açougue, que é o diferencial. E aí você vai mudando, né? Lá a carne é melhor, lá o corte é diferente. aí as pessoas vão migrando ou seja, e vão buscando essas alternativas onde, ou seja, se sentem mais à vontade, né, digamos assim bem pontuado, porque embora a regra que eu acabei de colocar da proximidade tenha um peso forte na decisão do consumidor, aspectos como esse que você mencionou, pode fazer um cara atravessar a cidade, pra ir buscar uma loja em outro lugar, porque é bem atendido no açougue, tem o corte que ele quer, enfim eu acho que é bem pontuado essa questão faz muito sentido agora, por último e fechando tem aquele consumidor que ele se acostumou com determinada loja e ele sabe onde estão os produtos ele sabe, ele não precisa ficar procurando exatamente, ele já entra na loja eu preciso de um perfume tal, já sabe que está lá preciso de algo na mercearia já está aqui o feijão que eu gosto essa marca eu vou levar e às vezes algumas lojas mudam você sabe que às vezes eles começam a fazer rotatividade de produtos, às vezes alternando esses produtos dentro da loja.
Pois é, me parece até contrassenso, porque esse que você fidelizou por conhecer onde estão os produtos nas gôndolas, esse é o cliente mais fiel. Porque ele vai em uma outra loja que ele desconhece, é desconfortável para ele ficar procurando dentro da loja. Tem gente que não gosta. Tem gente que gosta de objetividade. Chega lá, com o carrinho, sabe onde está, põe o produto, vai para o caixa, paga e vaza. Não é verdade? Praticidade. É, praticidade. Tá bom, gente, é isso. Vou deixar um abraço para cada um dos nossos ouvintes.
E amanhã a gente volta com mais informações. Valeu, Helio. Saúde para você. Até mais. Até mais, Jair Eduardo. Com os seus pitacos do Pitoco aqui na Rádio T. 7 e 52.
Este é o Pitaco do Pitoco, a análise editorial diária de Jairo Eduardo.
