A busca por planejamento patrimonial, segurança financeira e sucessão familiar tem impulsionado o crescimento da previdência privada no Brasil. Reflexo dessa mudança de comportamento, os recursos acumulados na modalidade ultrapassaram R$ 1,8 trilhão em março de 2026, segundo levantamento da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi). O volume representa um avanço de aproximadamente 13% em relação ao mesmo período do ano passado e equivale a cerca de 14% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
Segundo o assessor de Crédito e Investimentos da Sicredi Vanguarda PR/SP/RJ, Bruno Darrigo, a principal mudança está na forma como o produto passou a ser utilizado. “A aposentadoria continua sendo um dos principais objetivos, mas deixou de ser o único. Hoje, a previdência também faz parte do planejamento financeiro de famílias que buscam mais previsibilidade, organização patrimonial e preparação para diferentes fases da vida. Isso tem ampliado o interesse de investidores com perfis bastante distintos”, explica.
Na avaliação do especialista, uma das principais transformações dos últimos anos está relacionada aos motivos que levam as pessoas a investir. “Hoje, a previdência não é procurada apenas para garantir uma renda complementar. Muitas pessoas utilizam o produto para planejar a educação dos filhos, organizar a transferência de patrimônio e fortalecer sua estratégia financeira ao longo do tempo. Com isso, a alternativa passou a desempenhar um papel mais amplo dentro da organização financeira familiar”, afirma.
Pequenos aportes, grandes resultados
Embora ainda exista a percepção de que a previdência privada exige grandes aplicações, a forma de investimento permite contribuições compatíveis com diferentes realidades financeiras. “A principal orientação é começar o quanto antes. Mesmo valores menores podem gerar resultados relevantes ao longo do tempo devido ao efeito dos juros compostos. O mais importante é manter a regularidade dos aportes e respeitar o planejamento financeiro de cada investidor”, orienta Darrigo.
Escolha depende do perfil
Entre os modelos mais procurados estão o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) e o Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL). A escolha varia conforme a situação tributária e os objetivos de cada investidor. “O VGBL costuma ser mais indicado para quem faz a declaração simplificada do Imposto de Renda. Já o PGBL é bastante procurado por investidores que utilizam a declaração completa e desejam aproveitar os benefícios fiscais previstos neste modelo”, explica.
Para Darrigo, a previdência privada não deve ser vista como substituta de outros investimentos, mas como parte de uma estratégia financeira mais ampla. “Além de contribuir para a formação de uma renda futura, o produto pode oferecer vantagens tributárias e facilitar o planejamento sucessório. Em muitos casos, ela atua de forma complementar a outras aplicações, ajudando a construir uma estratégia financeira mais equilibrada e diversificada”, finaliza.
Sobre o Sicredi
O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 10 milhões de associados, que exercem o papel de donos do negócio. Com mais de 3000 agências, o Sicredi está presente fisicamente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, disponibilizando uma gama completa de soluções financeiras e não financeiras.





