Em ano eleitoral não faltará quem tente faturar algum votinho na linha do “pedágio que abaixa ou acaba”.
No caso da praça de pedágio, ou alternativamente pedágio eletrônico a ser cobrado entre Cascavel e Toledo, está difícil faturar algum em cima da polarização política.
É que a cancela em Sede Alvorada está configurada como ambidestra.
Ambidestro é quem possui a capacidade de usar ambas as mãos com a mesma destreza ou habilidade. É o atleta que chuta com as duas: esquerda e direita.
Aos fatos: quando divulgado o mapa das Rodovias Integradas do Paraná, apareceu uma cancela lá no distrito mais germânico de Cascavel.
O ano era 2021, no governo Bolsonaro. A grita foi geral. Comitivas patriotas lideradas pelo então prefeito Paranhos foram até o capitão e seu ministro, Tarcisio de Freitas, implorar para tirar a cancela de Sede Alvorada. Nada. Nem o acorrentamento do Alécio, presidente da Câmara de Cascavel, resolveu a parada.
Depois, já no governo Lula, novas tentativas. Nada. Homologou-se a cancela incancelável.
CHAMEGÃO NO CONTRATO
No último dia 16, em Brasília, foi assinado o contrato entre a ANTT e a Via Campo, concessionária do Grupo Pátria, que irá administrar o lote 5.
A cancela entre Cascavel e Toledo, que uniu esquerda e direita, permanece lá. Os destros da política não poderão apontar o dedo para os canhotos. Nem esses poderão culpar aqueles.
Definitivamente, a cancela irremovível na localidade de Sede Alvorada é ambidestra. E deve cobrar tarifas em torno de “deizão” ainda no segundo semestre deste ano.





