Após perder ação aqui, ex-galã da Globo pede doações de R$ 10
Mário Gomes operou no Oeste do Paraná na indústria do vestuário, anoiteceu aqui mas não amanheceu
Os olhos “azuis caribenhos” de Mário Gomes encantavam as fãs em todo o Brasil nas telas da rede Globo nos anos 1970/80.
Hoje eles emitem lágrimas. O ex-galã surgiu na tela do Instagram no último dia 28 de dezembro apelando por doações. Ele alega passar por dificuldades financeiras desde que foi despejado da casa onde vivia para o pagamento de dívidas, em 2024.
“Perdi minha casa no ano passado, de forma desonesta. Esse ano perdi todo meu dinheiro. Achei que ia dar, e tal... Mas tenho recebido muitas sugestões de seguidores falando para eu fazer uma vaquinha pedindo 10 reais de cada um”, disse Mário Gomes no post.
Em seguida, completou: “R$ 10 não digo, mas qualquer quantia. Relutei muito, mas acabei cedendo. Vai me ajudar muito, está ficando muito difícil, estão faltando as coisas para comer”, prosseguiu.
“NÃO VOU SAIR”
O ator fez referência ao imóvel do qual foi despejado em Joatinga, no Rio de Janeiro, em setembro de 2024. Segundo informações do jornal “Extra” à época, a casa foi a leilão para o pagamento de dívidas trabalhistas de funcionários de uma fábrica de confecção que Gomes era dono no Paraná. Segundo ele, a mansão seria avaliada em R$ 20 milhões, mas foi arrematada por apenas R$ 720 mil. Ele chegou a ‘pichar’ as paredes de sua casa com a mensagem “Não vou sair!”.
SANDUBA NA PRAIA
Ator presente no elenco de diversas novelas entre as décadas de 1970 e 2000, como “Guerra dos Sexos”, Mário Gomes se afastou da TV e chamou atenção nos últimos anos por expor sua condição financeira e também por procurar outras ocupações.
Recentemente, candidatou- -se a deputado estadual (Republicanos, 2022) e a vereador (Republicanos, 2024). Para sobreviver, também chegou a vender sanduíches numa praia do Rio de Janeiro.
Calote na Costa Oeste
- As dívidas trabalhistas que zeraram o caixa do galã a ponto de custar a casa em que morava desde garoto, são originárias do Oeste do Paraná.
- Mário Gomes montou duas unidades fabris de confecções, uma no distrito de São João, em Santa Helena, e outra na vizinha Pato Bragado, ambas na chamada “Costa Oeste” paranaense - designação atribuída ao exgovernador Jaime Lerner.
- Na época os municípios banhados pela Lago de Itaipu usavam os royalties da hidrelétrica para subsidiar investimentos em segmentos econômicos intensivos em mão de obra, como é o caso da indústria do vestuário.
- Mário Gomes fez uso dos subsídios públicos para estabelecer as plantas industriais.
- “Os trabalhadores bateram cartão ao final do expediente numa sexta-feira e quando voltaram na segunda-feira só restava o barracão, ele havia levado todas as máquinas e fechado a indústria sem pagar ninguém”, relata a presidente do sindicato da categoria, Roseli de Oliveira Rodrigues.
- Ela conta que agora, após 15 anos de trâmites jurídicos, os 60 trabalhadores lesados serão indenizados. Segundo ela, o valor a ser distribuído conforme a demanda de cada um será de R$ 1 milhão. (Com informações dos jornais “Extra” e “O Estado de São Paulo”)
PITACO DO PITOCO
- Em outros tempos, se alguém dissesse “tá com pena, leva para casa”, haveria muitas candidatas na adoção de Mário Gomes, e, quem sabe, até alguns candidatos.
- Mas hoje os tempos são outros. O galã envelheceu mal. De toda forma, se a situação dele comoveu, aqui está a chave pix para doações: ajudamariogomes@gmail.com