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Romulo ecumênico

Vereador mais votado busca “púlpito” na Assembleia Legislativa, abrindo caminho na direita conservadora

Romulo ecumênico

Nos anos pós-ditadura, década de 1990, era prejuízo para os políticos se apresentarem destros. Com o passar do tempo, as setas ideológicas foram gradualmente apontando outras direções e, desde meados da década passada, anunciar-se de direita passou a ser um ativo eleitoral em determinados segmentos da sociedade.

Antenado, o pastor Romulo Quintino (PL) percebeu essa movimentação, e fazia questão de polarizar na Câmara Municipal com o “canhoto” Paulo Porto (PT), na legislatura anterior. Exercendo o terceiro mandato na vereança, Romulo anuncia nesta entrevista o fim da linha no parlamento municipal. Antes, porém, ele vai buscar uma cadeira na Assembleia. 

Parlamentar evangélico? Não só. Politicamente ecumênico, o mais votado abre o leque e diz representar o pensamento conservador, seja ele protestante, católico ou qualquer outra denominação. Acompanhe:

Pitoco - Fim de linha na Câmara Municipal?

Romulo - Estou no terceiro mandato, duas vezes consecutivas tive a honra de ser o mais votado, fui presidente, 1º secretário, líder do governo, ocupei o primeiro escalão da Prefeitura, passei todos os processos, já dei minha contribuição nesta esfera municipal. Esse é meu último mandato de vereador.

Próximo voo é ousado, Assembleia Legislativa...

Acredito que representei bem as causas que assumi, saio amadurecido, a Assembleia é um passo natural, sem pressão, pactuado em casa com a esposa e filhos. Atendo uma demanda da minha base eleitoral e de umsonho meu.

Quem compõe sua base?

Cascavel se revela uma cidade conservadora, com importantes segmentos à direita, o que me posiciona em condição melhor.

São os evangélicos?

Ampliamos essa base. Segmento de direita, valores familiares, sejam eles evangélicos ou católicos, empresários, pessoal do agro. Represento esse segmento não por estratégia eleitoral, mas por convicção pessoal.

O conservadorismo saiu do armário político?

O cidadão de direita não será mais passivo, está mais envolvido no debate político, e dadas as circunstâncias da polarização que está aí, o segmento vai se posicionar para não voltarmos atrás.