| |
Onibus movidos a Hidrogênio já são
Realidade
PÔnibus movidos a hidrogênio, que têm como principal vantagem ambiental
emitir somente água no escapamento, já estão em operação em São Paulo e
Rio. A expectativa é que o País utilize esses veículos na Copa do Mundo
de 2014 e na Olimpíada, em 2016. Entretanto, segundo especialistas, a
popularização de carros que usam esse tipo de combustível e evitam a
poluição do ar nas cidades e danos à saúde da população só deve ocorrer
nas próximas décadas.
A crise financeira que atingiu recentemente a Europa e os Estados Unidos
também afetou o investimento em veículos a hidrogênio no mundo. Outra
grande mudança no cenário ocorreu com a saída de George W. Bush da
presidência americana e a entrada de Barack Obama. O atual presidente
está dando preferência aos veículos elétricos e investindo em baterias.
Com isso, os fabricantes passaram a dar maior importância aos elétricos
e híbridos elétricos, que aos veículos movidos a hidrogênio. Há também a
necessidade de adequar a infraestrutura de produção de hidrogênio e de
sua distribuição, e isso será feito ao longo de um período de várias
décadas.
Apesar de acreditar que os veículos a hidrogênio se tornarão comuns no
futuro, o petróleo é apontado como o principal “atrasador” do processo,
pois ele continua a ter um custo competitivo para uso como combustível
no transporte. No entanto, traz um grande custo ambiental. Agora, a
transição é uma decisão política e resta saber quanto tempo a sociedade
está disposta a viver com a má qualidade do ar urbano, com os danos
ambientais advindos da exploração de combustíveis fósseis e com os
riscos das mudanças climáticas.
Já há 400 anos, segundo a história, pensava-se em algum tipo de impulsor
que não poluía e que emitia somente água, como resultante.
O primeiro homem que estudou o uso do vapor para impulsionar um veículo
foi Giovanni Battista Della Porta, um cientista italiano, da cidade de
Pesaro que, em 1589, inventou uma bomba capaz de levantar água através
de pressão de vapor. Ele percebeu a possibilidade de usar tal mecanismo
para a locomoção. No entanto, anos depois, quando seu aluno Salomon de
Caous tentou pôr essa ideia em prática, a experiência provocou tal
alarme entre o clero francês, que o homem foi colocado em um asilo para
loucos.
Apesar da resistência, em 1820 surgia uma nova era: a dos transportes a
vapor. O nome mais importante dessa época foi o de Julius Griffiths,
inventor e construtor do primeiro ônibus a vapor, que realmente foi
colocado para servir o público regularmente no transporte de
passageiros.
Nosso ônibus a hidrogênio também libera somente vapor d’água pelo
escapamento. Além disso, é silencioso e potencialmente mais eficiente
que os demais. Há, porém, algumas dificuldades na sua produção em série:
o custo ainda é alto e a forma de produzir o hidrogênio, que pode ser
poluente.
São três as formas de produzir o hidrogênio: através de fontes
renováveis (hidrelétrica, eólica, solar e etanol); combustíveis fósseis
(petróleo, carvão e gás natural) e usinas nucleares.
Certamente há de se escolher a forma através de fontes renováveis para
que o veículo não perca o seu principal objetivo, que é o de evitar a
emissão de poluentes e gases estufa.
Dr. Jack
Szymanski
Médico da
7ª Ciretran – Cascavel
Especialista em Oftalmologia
Especialista em Medicina de Tráfego
Presidente
da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego – Regional
do Paraná (Abramet-PR).
Colunista
do Jornal "O Paraná" desde março/2006
|
|
|