Vil Metal
Nesta vida só descobre
Quem usa a sabedoria
Para entender que o nobre
Nem sempre se avalia.
Usando o ouro e o cobre
Para dizer quem é rico
Ou indicar quem é pobre!
A pobreza e a riqueza
Não se vêem pelo metal;
Esse juízo é fatal,
É vil, cruel e perverso,
É como julgar poema
Simplesmente por um verso!
A riqueza está na alma,
No cerne, no interior,
No âmago de cada um...
Por isso digo sem medo
E sem receio nenhum:
(Observa e descobre)
Tem muito "pobre" que é rico,
Tem muito "rico" que é pobre!
António Manoel A. Sardenberg
