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Ouvir as pessoas

Concluí no sábado passado, com uma audiência pública em Jacarezinho, uma viagem por 22 municípios do Norte Pioneiro, mais uma de tantas outras que farei nos próximos meses por todo o Paraná.

O objetivo da audiência de Jacarezinho, de iniciativa do Instituto Teotônio Vilela, órgão de estudos políticos e acadêmicos do PSDB, foi recolher propostas e sugestões da sociedade para nosso Plano de Governo, com o qual pretendemos construir um projeto paranaense de desenvolvimento.

Ouvir as pessoas e dialogar com elas faz parte de minha índole política. Foi assim em 2004, quando percorri todos os bairros de Curitiba para expor minha plataforma de trabalho, registrada em cartório e escolhida pelos curitibanos como a mais adequada para fazer frente aos desafios da cidade. E assim fizemos em 2008, ano de minha reeleição como prefeito.

Em pouco mais de cinco anos na Prefeitura, foram mais de 300 audiências públicas nos bairros e vilas da cidade. A população participou diretamente da definição do orçamento, elegeu as obras que julgava prioritárias para suas comunidades e também teve a oportunidade de fazer críticas e queixas diretamente ao prefeito e a seus secretários.

Essa experiência reforçou minha convicção de que um programa de governo só se mantém de pé quando submetido ao duro teste da realidade socioeconômica, se for 100% legitimado pela vontade popular.

Técnicos e especialistas podem estabelecer as linhas gerais de ação, mas ninguém melhor que a população de cada cidade e de cada região para nos dizer de seus anseios e necessidades.

Posso estar sendo óbvio ao enfatizar a importância da participação popular, mas às vezes as pessoas investidas da autoridade de um mandato se esquecem de que as melhores soluções podem ser as mais simples, especialmente se têm o toque de gente que conhece o problema de perto.

Nos últimos dias, nesta maratona pelo Norte Pioneiro, vi com satisfação que as pessoas anseiam por um novo jeito de governar e, mais que tudo, querem se sentir parte atuante de um processo democrático e transparente, em que elas sejam agentes ativos das escolhas que definem a vida e o destino de suas famílias.

De Sengés, onde começamos o giro da semana passada, até Jacarezinho, passando por Santana do Itararé, Wenceslau Braz, Arapoti, Figueira, Guapirama, Ribeirão Claro, entre outros municípios, foi essa a impressão mais vívida que retive ao conversar com trabalhadores, donas de casa, produtores rurais, estudantes, aposentados, lavradores e lideranças políticas.

O Norte Pioneiro, como todos sabemos, já foi um dos dínamos do desenvolvimento econômico do Paraná, impulsionado pela cultura do café, num ciclo de expansão que desbravou novas fronteiras em direção ao Oeste, interrompido pelas trágicas geadas dos anos 1970.

Desde então, a região amarga estagnação e isolamento, a despeito dos esforços de muitas de suas lideranças, e perde seu maior patrimônio, as pessoas, que acabam migrando para cidades de maior porte.

Reacender a esperança por dias melhores e construir as condições para que nossos jovens tenham oportunidade de emprego e estudo é o primeiro de muitos desafios que esperam solução do futuro governo.


Carlos Alberto Richa - Beto Richa

Nasceu a 29 de julho de 1965 em Londrina, no norte do Paraná. Beto Richa, como é conhecido por todos, é o segundo dos três filhos do casal José Richa, ex-governador do Paraná (1983-1986) e de Arlete Vilela Richa.
Descendente de imigrantes libaneses, Beto Richa passou sua infância entre Londrina e Brasília. Em Londrina iniciou os estudos do ensino fundamental na Escola Estadual Hugo Simas. Adolescente mudou-se para Curitiba, onde freqüentou o ensino médio no Colégio Bom Jesus. É formado em Engenharia Civil pela Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).
Casado com a advogada Fernanda Bernardi Vieira Richa, é pai de três filhos, Marcello, André e Rodrigo. Inspirado na reconhecida trajetória política do pai - que exerceu também dois mandatos como deputado federal, foi prefeito de Londrina, e senador - Beto Richa ingressou na vida pública aos 29 anos.
Sua estréia na política foi em 1994, quando foi eleito deputado estadual com 22 mil votos. Quatro anos mais tarde, foi reeleito com o dobro dos votos. Durante dois mandatos na Assembléia Legislativa, Beto Richa apresentou grande número de projetos, muitos deles resultaram em leis que ajudaram a melhorar as condições de vida das famílias paranaenses. Algumas foram exemplares para o País, como a que garantiu indenizações às famílias de ex-presos políticos. Outra importante lei é a que obriga as instituições financeiras a instalar câmeras de filmagem e sistema de monitoramento nos caixas eletrônicos e manter um vigilante durante o período de funcionamento do serviço.
Também é da autoria de Beto Richa a lei que instituiu o Fundo Estadual de Prevenção ao Uso de Drogas (Funpred). No seu segundo mandato na Assembléia Legislativa do Paraná, Beto Richa aprovou mais de 20 projetos já transformados em leis.
Ainda como deputado, Beto Richa integrou as Comissões Permanentes da Assembléia Legislativa. Foi vice-presidente da Comissão de Finanças e membro das Comissões de Constituição e Justiça, Obras Públicas, Transportes e Comunicações, e de Direitos Humanos e da Cidadania. Foi suplente das Comissões de Turismo e Saúde Pública.
Reconhecido por diferentes grupos políticos, Beto Richa, em 2000 foi escolhido para ser o candidato à vice-prefeito de Cassio Taniguchi. Eleito assumiu no primeiro ano de mandato a Secretaria Municipal de Obras Públicas.
Atuando na Prefeitura, Beto Richa abriu as portas de seu gabinete à população curitibana, recebendo sugestões e ouvindo críticas de moradores dos 75 bairros. Em 2002, candidatou-se ao Governo do Estado do Paraná pelo PSDB e obteve 888.796 votos.
No ano seguinte, reassumiu a vice-prefeitura de Curitiba. Em 2004, aos 39 anos, Beto Richa foi eleito prefeito da cidade e reeleito em 2008 para esta função. Por ser indicado pelo seu partido (PSDB) a uma candidatura ao governo do Paraná, Richa renunciou o mandato de prefeito no final de março de 2010.